"Imagina teres nascido no corpo errado. Era suposto seres mulher, mas és fisicamente homem ou vice-versa.
O que é que farias? Mudavas? Ou vivias uma mentira? Fingias que eras feliz para fazer os outros felizes? A tua família, os teus amigos?
Se és transexual, lembra-te de uma coisa. A tua vida é tua, pertence-te. E tu podes mudar, é possível mudar. Há formas de mudar.
Se os teus pais não te aceitam, lembra-lhes que podem estar a perder o seu filho ou a sua filha, mas nunca perderão a sua criança.
Fá-los compreender que és a mesma pessoa que sempre foste."
(Jelissa Jaconi)
A transexualidade não é mais do que uma constituição psicológica particular, muitas vezes confundida com travestismo e a homossexualidade, caracterizada pelo facto de um indivíduo ter o sentimento de pertencer ao sexo oposto ao seu e pelo seu desejo intenso, muitas vezes obcecante, de mudar de sexo. O tratamento psiquiátrico é em geral ineficaz e a cirurgia pode dar resultados satisfatórios através de operações que visem modificar, na medida do possível, os órgãos sexuais e a morfologia do sujeito, que pode assim levar uma vida mais conforme a sua constituição psicológica.
Calcula-se que, em Portugal, existam 210 transexuais. Uma minoria que alega sofrer de discriminação e exclusão social, porque acredita ter nascido no corpo errado. No nosso país, ao contrário da maioria dos países europeus, grande parte dessas pessoas são mulheres que se sentem homens, porque é essa a informação que o seu cérebro lhes dá. Há algumas que chegaram a casar e ter filhos para tentar encaixar num padrão de normalidade mas que, para serem felizes, acabam por se transformar em homens e como os seus filhos não podem ter 2 nomes de pai, no bilhete de identidade, ficam presas numa encruzilhada.
Muitos transexuais continuam a sobreviver com identificações e género oficiais diferentes daqueles que se sentem - há homens com bilhete de identidade de mulheres e mulheres com identificação de homens. Tudo porque mudar o nome e o género, até agora, era um processo longo e caro que tinha que passar pelo tribunal.
Com a nova lei de identidade de género, esta situação vai ser muito mais fácil e rápida de resolver porque o processo passa para as conservatórias e o transexual, mesmo antes de ser operado, pode mudar o seu género e nome apenas com relatórios médicos.
Calcula-se que, em Portugal, existam 210 transexuais. Uma minoria que alega sofrer de discriminação e exclusão social, porque acredita ter nascido no corpo errado. No nosso país, ao contrário da maioria dos países europeus, grande parte dessas pessoas são mulheres que se sentem homens, porque é essa a informação que o seu cérebro lhes dá. Há algumas que chegaram a casar e ter filhos para tentar encaixar num padrão de normalidade mas que, para serem felizes, acabam por se transformar em homens e como os seus filhos não podem ter 2 nomes de pai, no bilhete de identidade, ficam presas numa encruzilhada.
Muitos transexuais continuam a sobreviver com identificações e género oficiais diferentes daqueles que se sentem - há homens com bilhete de identidade de mulheres e mulheres com identificação de homens. Tudo porque mudar o nome e o género, até agora, era um processo longo e caro que tinha que passar pelo tribunal.
Com a nova lei de identidade de género, esta situação vai ser muito mais fácil e rápida de resolver porque o processo passa para as conservatórias e o transexual, mesmo antes de ser operado, pode mudar o seu género e nome apenas com relatórios médicos.
A perturbação de identidade de género, mais conhecida como transexualidade, está classificada como uma doença psiquiátrica. Uma doença que tem cura e que passa por uma cirurgia para transformar o corpo no sexo que a pessoa acredita ser o seu. Uma operação que tem que ser autorizada pela Ordem dos Médicos e cuja lista de espera é de dois anos porque só há um cirurgião, que até já está reformado, a operar em Portugal.
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