Homossexualidade

Homossexualidade é o atributo, a característica ou a qualidade daquele ser — humano ou não — que é homossexual (grego homos que significa igual + latim sexus = sexo) e define-se por atracção emocional, estética e sexual entre seres do mesmo sexo.

“Se a homossexualidade é uma doença, então deveríamos avisar diariamente no trabalho: ‘Oi! Não posso trabalhar hoje, ainda estou gay..."
(Robin Tyler)




HeM - Homem heterossexual;
HeW - Mulher heterossexual;
HoM - Homem homossexual;
How - Mulher homossexual.


Um artigo publicado, em Março de 2000, na revista Nature, dá conta de um estudo orientado por Marc Breedlove, na Universidade da Califórnia, onde foram analisadas as mãos de 720 pessoas, chegando-se a uma relação estatística entre o comprimento dos dedos, indicador (2D) e anelar (4D), e a orientação sexual do indivíduo.

Os cientistas há muito que acreditavam que o tamanho dos dedos poderia indicar os níveis de hormonas sexuais masculinas, como androgénios, a que o feto estava exposto no ventre. As pesquisas de Breedlove permitem associar que o comprimento dos dedos pode indicar a orientação sexual, concluindo que a exposição hormonal é um factor determinante na sexualidade.

Nas mulheres, que se identificavam como lésbicas, a diferença de comprimento entre o 2D e o 4D era maior que a tipicamente feminina, assemelhando-se a uma mão masculina. No entanto, se no sexo feminino a relação estatística foi facilmente comprovada, no caso masculino não foi assim tão evidente.

Com o intuito de ultrapassar esta questão, Breedlover socorreu-se de um outro estudo, feito por Ray Blanchard, no qual era comprovado estatisticamente a relação entre o número de irmãos mais velhos e a orientação sexual. Blanchard concluiu que, quanto mais irmãos mais velhos o homem tivesse, maior a probabilidade dele ser homossexual.

A relação que Breedlove estabeleceu aplica-se somente no caso em que os homens tenham irmãos mais velhos, pois o primeiro filho têm, na maioria das vezes, a diferença dos comprimentos dos dedos igual quer seja homossexual ou heterossexual.

Breedlove acredita que níveis altos de testosterona na gestação aumentam a tendência para a homossexualidade.

Contudo, John Manning, da Universidade de Liverpool, estudou precisamente a relação contrária. Isto é, estudou homossexuais masculinos que tinham a diferença de comprimento dos dedos mais semelhante à feminina, levando a crer que tanto níveis muito baixos como níveis muito altos de testosterona no útero, levam à homossexualidade. Manning diz, assim, que é possível que existam dois fenótipos de homossexuais masculinos.
As críticas a este estudo prendem-se com o factor etnia que Breedlove não teve em conta e que, com certeza, afectam também o comprimento dos dedos.

Há ainda um outro estudo que apoia a importância das hormonas durante a gestação na definição da orientação sexual e que, de certa forma, relativiza a crítica feita às conclusões de Breedlove.

Entre 1938 e 1963, foi feito um estudo que comprova que os homens homossexuais têm mais hormonas masculinas no seu corpo que os heterossexuais bem como os genitais maiores. O Instituto de Kinsey para a Pesquisa em Sexo, Género e Reprodução, mediu o comprimento e grossura do pénis de 5 000 homens e conclui que os homens gay têm valores superiores ao homens heterossexuais. A Universidade de Brock explica este facto pelos níveis hormonais, antes do nascimento, que não só afecta o tamanho dos orgãos reprodutores como a orientação sexual.